terça-feira, 20 de agosto de 2013

"Ó filha..."

Estava eu no Centro de Saúde para apanhar a vacina contra o tétano ("só" a devia ter apanhado em 2006...), quando no meio daquela azáfama toda (estão a ver porque não vou lá muito... felizmente não tenho precisado!), ia observando (e ouvindo) a recepcionista a chamar as pessoas... "ó filha?!" "práqui", "ó filha" "práli"... e eu a pensar em como as formações de "qualidade de serviço", que noutros tempos a mim não me serviram para nada, teriam sido tão úteis para certas pessoas...

8 comentários:

Sorriso disse...

Eu confesso que embirro com certos tratamentos tipo "Filha"/ "Filho" ou então "querida"/ "querido" nos locais públicos ou para alguém que não conhecemos,é algo artificial, faz-me alergia... Já em África por exemplo, hoje o tratamento de mãe / pai dito por alguém que nos cerca tem um carácter diferente, é tipo carinhoso,é dito por todos os que são mais novos que nós, é quase universal, talvez cultural, aí compreendo e não me custa nada ouvir.

Algures disse...

Sorriso,

Não soa nem fica bem. As pessoas tem de ter uma postura minimamente profissional no desempenho das suas funções. Às vezes fico parvo com respostas que recebo a um nível profissional. Parece que as pessoas perderam a noção de onde estão e, outras vezes, não sabem separar o plano pessoal do profissional. Enfim...
Em África há muita coisa diferente... muitas vezes usa-se o "mais velho", o "maninho", como forma de respeito e carinho, mas julgo serem situações distintas.

Um sorriso :-)

Alexandra disse...

A única vez que me chamaram de filha num qualquer atendimento público arrependeram-se! Sabias que em Portugal mulheres com estatura acima de 1,90 cm causam impressão e olhares de banda? Dizem que estamos em pleno século XXI, mas penso que andam enganados nas datas e no tempo.
Portugal, Portugal não tem explicação, as pessoas andam, estão esquisitas e dizem coisas que não lembram a ninguém!

Beijinho grande*

Algures disse...

Alexandra,

Agora até eu fiquei com medo! :-)
Agora a sério, acho que as pessoas cada vez mais andam alheadas da sociedade e do que implica viver em comunidade. É mais um "os outros que se lixem, que aqui quem importa sou eu, assim como sou eu que dita as regras". Não, não é assim... Existem regras, existem princípios e, a nossa liberdade acaba onde começa a dos outros. Respeitinho é muito bonito e, eu gosto!

Beijinho grande*

Alexandra disse...

Achas que uma matulona de dois metros, como eu, não impõem respeito? :D
Concordo com o que dizes e acrescento, olhemos um pouco mais para os nossos avós eles é que sabem o que é viver!

Beijinho grande*

Algures disse...

Não tenho dúvidas que sim! Ó para mim em sentido?! :-)
Infelizmente já não o posso fazer, mas sim, encontra-se muita "qualidade" por aí, mas não só...

Beijinho grande*

Freyja Pt disse...

A maioria das pessoas não consegue ter uma postura dentro e fora do seu local de trabalho...muitas vezes em tom de brincadeira digo, que sou prof. das noves às cinco e meia nos dias úteis.

;)

Beijitos !

Algures disse...

Freyja,

Sou obrigado a dar-te razão. Gostava que estivesses errada, mas não... é assim mesmo que as coisas funcionam. Isso é que é uma Professora profissional! E nas horas vagas?! :-) Entendo-te perfeitamente...

Beijitos*