quarta-feira, 30 de junho de 2010

A contraposição entre a derrota e a vitória...

Portugal perdeu e quem eu queria ganhou... Trata-se de uma derrota e de uma vitória em campos distintos... Num temos um jogo do Mundial, no outro temos o jogo da Vida. Espero que continues a vencer e que todas as vitórias sejam assim. Cheias de VIDA! Felizmente há um anjo da guarda com força a olhar por ti...

PS: E sim, cumpriste! "Ficaste fina" :-))

terça-feira, 29 de junho de 2010

A Batalha de Aljubarrota reeditada...

A 14 de Agosto de 1385, o exército Português de D. João I, comandado por D. Nuno Álvares Pereira enfrentou em Aljubarrota o exército Castelhano de D. Juan I de Castela e apesar da desvantagem numérica, o Reino de Portugal venceu aquela que ficou conhecida pela Batalha de Aljubarrota, mérito da bravura e coragem do povo Português, assim como de uma inovação táctica que permitiu derrotar a cavalaria Castelhana. 625 anos depois, se me permitem a analogia com os tempos modernos, esperemos que os "Navegadores" comandados pelo Sr. Prof. Carlos Queiroz e liderados em campo pelo Capitão Cristiano Ronaldo, levem a Selecção Nacional Portuguesa, selecção de todos nós,  à vitória frente à sua congénere Espanhola... Heróis do mar, nobre povo, Nação valente, imortal, Levantai hoje de novo O esplendor de Portugal! Entre as brumas da memória, Ó Pátria sente-se a voz Dos teus egrégios avós, Que há-de guiar-te à vitória, Às armas, às armas! Sobre a terra e sobre o mar, Às armas, às armas! Pela Pátria lutar! Contra os canhões marchar, marchar!

Esta noite "visitei-te"...

...e se não sabias, ficaste a saber que "olho por ti" e que só te quero bem. Não sou nenhum "anjo da guarda", longe disso, mas sei que há momentos em que o pouco que nos dão, é muito. E escusas de me "dar na cabeça" porque fá-lo-ei as vezes que forem necessárias, até que estejas em "porto seguro"... por isso trata de cumprir o que disseste e "põe-te fina"!!! E não, não estou com sono... mas agora já posso dormir descansado...

Pedro Abrunhosa - Se houver um anjo da guarda
Um homem contou-me
Que da montanha
Se toca o céu,
Que se encontrou ao subi-la
Mas ao descê-la
Se perdeu.
Viu rastos de cobra
E pegadas de leão:
"Esta vida não sobra
Quando se olha só para o chão!"

E tentou fugir do trilho,
Beijou o tempo como a um filho,
Acordou numa alvorada,
Já sem nada pr'a esconder
E então falou assim:

"Se houver
Um Anjo da Guarda
Que me abrace
E se guarde dentro de mim,
É tão só estar só no fim".

Outro homem contou-me
Que da cidade
Se vê o mundo,
Que é tão doce o desejo,
Que nenhum beijo
É profundo.
Viu escadas de ouro
E telhados de rubi,
Pensou que o maior tesouro
É cada qual saber de si.

E tentou fugir da sombra,
Dizer à luz que não se esconda,
Correu as ruas, uma a uma,
Já sem nada pr'a perder
E então gritou assim:

"Se houver
Um Anjo da Guarda,
Que me abrace
E se guarde dentro de mim,
É tão só estar só no fim".

"Se houver
Um Anjo da Guarda,
Que me abrace
E se guarde dentro de mim,
Porque é tão só estar só no fim."

"Se houver
Um Anjo da Guarda,
Que me abrace
E se guarde dentro de mim,
É tão só estar só no fim".

Porque é tão só estar só no fim.

sábado, 26 de junho de 2010

The National - Anyone's Ghost Castle Rock Session

São seguramente das minhas bandas preferidas de momento, os The National. Quando aqui falei neles disse que deviam estar para lançar um novo álbum, pelo que, desde Maio que ando viciado no álbum "Hight Violet", que é na minha opinião dos melhores do ano... Vão estar no Meco, no Festival Super Bock Super Rock no dia 18 de Julho. A não perder....

The National - Anyone´s Ghost
say you stay at home
alone with the flu
find out from friends
that wasn't true
go out at night with your headphones on, again
and walk through the Manhattan valleys of, the dead

didn't want to be your ghost
didn't want to be anyone's ghost
didn't want to be your ghost
didn't want to be anyone's ghost
but I don't want anybody else
I don't want anybody else

you said I came close
as anyone's come
to live underwater
for more than a month
you said it was not inside my heart, it was
you said it should tear a kid apart, it does

didn't want to be your ghost
didn't want to be anyone's ghost
didn't want to be your ghost
didn't want to be anyone's ghost
but I don't want anybody else
I don't want anybody else
I don't want anybody else
I don't want anybody else

I had a hole in the middle where the lightning went through it
told my friends not to worry
I had a hole in the middle someone's sideshow wouldn't do it
I told my friends not to worry

didn't want to be your ghost
didn't want to be anyone's ghost
didn't want to be your ghost
didn't want to be anyone's ghost

Sabe tão bem...

Se há coisa que adoro no Verão (e não só!) é pegar numa colher e comer meia meloa fresquinha... Sabe tão bem!!!
Foto daqui
PS: Na verdade, muitas vezes não me fico só por uma metade...

domingo, 20 de junho de 2010

"Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara..."

"Há ocasiões que é mil vezes preferível fazer de menos que fazer de mais, entrega-se o assunto ao governamento da sensibilidade, ela, melhor que a inteligência racional, saberá proceder segundo o que mais convenha à perfeição dos instantes seguintes."
José Saramago (1922-2010)

Booth and The Bad Angel - Dance of the Bad Angels

Se há músicas belas, se há letras marcantes, se há músicas que nos fazem pensar e ir mais além, esta é uma... Convido-vos a viajarem até Algures onde apenas eu sei ao som de Booth and the Bad Angel (Tim Booth e Angelo Badalamenti). Deixo a versão ao vivo em Glastonbury (com os "The Individuals, que também tive o prazer de conhecer na Aula Magna aquando da visita do Tim Booth a essa sala tão íntima), mas recomendo que oiçam a versão de estúdio aqui e vejam um belo vídeo "home made". Tim Booth e os James estarão no Campo Pequeno em Lisboa no dia 3 de Dezembro e no Porto no dia seguinte. A não perder, pois é algo sublime....
Booth and the Bad Angel - Dance of the Bad Angels

Booth and The Bad Angel - Dance of the Bad Angels
What a journey so hard to describe
Your harbour so small

The ocean so wide
Spin the wheel, spin the wheel
Go wherever she spins
Surrender to this wave that's rolling in

Homing fingers starting to dig
Raising expectations
Lifting the lid
There's a show going down going deeper within
I long to lose myself
Inside your skin

What a feeling under the stars
My body's rotating from Venus through Mars
There's a war going on
Between my head and my heart
I wonder how they grew
So far apart

I'm so shaken, about to explode
The myth of kissing princes
Is they turn into toads
There's a war going on
Between the sun and the moon
Before they come to terms we'll be consumed

Oh my god, please take me now
I'm ready for ascension if I only knew how
Give me wings give me wings
Now I'm stuck on the ground
Recieve this blood and bones
I'm homeward bound

See the statue growing wings
This singer was a virgin
Until he conceived
God is love, God is love
And her lover I'll be
I long to leave the world in ecstacy

Dance with me around this fire
The dance of bad angels
Who'd love to fly higher
God is love, God is love
And her lover I'll be
I long to lead the world in ecstacy

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Porquê?

Porque é que as coisas boas que nos acontecem são rapidamente absorvidas por outras menos boas? Assim nem as conseguimos saborear... Porquê? Fica a pergunta no vazio...

domingo, 13 de junho de 2010

Expectativas... e dúvidas...

Não raras vezes dizem-me ou oiço amigos, familiares ou colegas relativamente a compras ou expectativas a pensarem mais alto, ou a subirem dois ou três degraus quando bastaria subir um ou até mesmo não ser necessário fazê-lo... A propósito de um automóvel: "Vais comprar esse carro?", "mas isso é um dois lugares" ou "mas esse é muito pequeno", "compra antes um pequeno familiar, assim quando tiveres alguém..."... A propósito de um apartamento: "Um T1?, mas isso só tem um quarto...", "compra antes um T2 ou T3, porque quando dás por ela já tens um filho"...
Será que vale mesmo a pena pensarmos assim? Será que me é benéfico ter um T3 com base numa expectativa? Assim como um automóvel... Será que devo comprar um automóvel a pensar no que aí vem, sem saber mesmo se virá, ou com uma expectativa que a minha vida vai melhorar. Devo comprar um automóvel a gasóleo em detrimento de um gasolina quando só faço meia dúzia de quilómetros por dia? Será que vale a pena o dinheiro extra que se gasta? Sim, preferia ter um Golf ou um BMW série 1, mas a verdade é que vivo sozinho e desloco-me todos os dias em Lisboa e arredores, não me bastará um Smart ou um IQ? Será que devo subir o meu "nível de vida" com base num pensamento que em breve poderei progredir a nível profissional?  Devemos pensar em nós e no que tem sido a nossa vida, ou nos que poderão vir a entrar nela e no que poderá mudar com isso? Não será mais fácil irmos pensando as coisas passo a passo, objectivo a objectivo, sem criar muitas expectativas e vivendo com base no presente e não no futuro? Sim, podemos pensar um pouco além e sim até podemos subir mais um ou dois degraus, mas para isso tem de haver algo mais forte que nos leve a pensar assim e o que se observa, é que muitas vezes as pessoas fazem-no apenas porque sim... Por exemplo, podemos comprar uma peça de roupa para criança um tamanho acima, para que dessa forma possa ser usada hoje e "amanhã", para que dure e tenha uso. Faço isso com os meus sobrinhos. Obviamente que não é comprar as coisas para que fiquem uns "pintos calçudos", mas a isso chama-se racionalidade. A meu ver, hoje em dia há muita gente a viver acima das suas possibilidades, a pensar no que poderá vir a ser e não no que existe e é... Nós até podemos ir mais além, e até poderemos ter condições para o fazer, mas se podemos ficar mais desafogados e menos com a "corda ao pescoço", vivendo com mais "qualidade", porque não pensar assim? A vida vive-se no presente apesar de podermos ter os nossos pensamentos no futuro... Hoje poderei ter um T1, amanhã quando tiver alguém e pensarmos numa vida em comum, é uma questão de o vender e "subir o degrau"... É assim que vejo as coisas, esteja eu certo, ou errado...

sábado, 12 de junho de 2010

A (minha) constatação do dia...

O valor das coisas simplesmente não interessa, mas sim aquilo que transmitem... Assim como as pessoas, não é por muito terem que irão ter mais (ou menos) valor, pois esse irá ser proporcional àquilo que nos transmitem...

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Largar o que há em vão...

Porque poucas palavras tenho nos dedos, porque muitos pensamentos tenho Algures entre a minha cabeça e o meu coração, por vezes temos de largar o que agarramos em vão... Talvez a música fale por mim, pois tenho dificuldades em discernir o que me faz bem e o que me faz mal... o que será afinal?
No meio das "inCertezas" apetece fugir e esconder-me... neste momento e como sempre, para...
Algures onde apenas eu sei...

Tiago Bettencourt & Mantha - Largar o que há em vão

Tiago Bettencourt & Mantha - Largar o que há em vão
Tenho o teu abraço cheio
Com a solidão no meio
Que não me deixa abraçar
Tenho o teu olhar presente
E o desenhar do movimento do teu corpo a chegar
Tenho o teu riso sentado
Mistério do teu lado que preciso desprender
Tenho o corpo a correr
Tenho a noite a trespassar
Tenho medo de te ver
É perigoso este perfume
E a memoria do teu nome
É do fogo que nos une
Tenho espaço indeciso
Dá-me mais porque preciso
Mais um sopro do que tens

Deixa andar
Deixa ser
Quando queres entender o que não podes disfarçar
Escolhes não sentir mas não é teu para decidir

Se faz bem ao coração
Largar o que há em vão
Faz bem ao coração

Mesmo longe caiem rosas
Como pedras preciosas
Que confundem a razão
Mistério do teu lado
Entre o certo e o errado
Bem e o mal em discussão
Volta a teu o abraço cheio com o coração no meio
Volto eu a disparar
Não percebo o que queres
Diz-me tu o que preferes
Ir embora ou ficar
Este espaço intermédio
Entre a paz e o assédio não nos deixa evoluir
Não é dor nem fogo posto
É amar sem ser suposto
É difícil resistir

Deixa andar
Deixa ser
Quando queres entender o que não podes disfarçar
Escolhes não sentir mas não é teu para decidir

Se faz bem ao coração
Largar o que há em vão
Faz bem ao coração

Meu amor esta vontade
Meu amor se é verdade
Meu amor se queres saber
Abre espaço no que é teu
Vou-te dar o que é meu

Deixa andar
Deixa ser
Faz bem ao coração
Largar o que há em vão
Faz bem ao coração

sexta-feira, 4 de junho de 2010