Quero ser o teu amigo.
Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo, mas confesso: é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo de acertar nossas distâncias
Fernando Pessoa
Este pretende ser o meu pequeno cantinho, fica entre o meu coração e a minha cabeça ou, algures onde apenas eu sei...
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segunda-feira, 10 de março de 2014
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Merda, e agora?
"Todos temos em algum momento um coração partido. Rasgaram-nos a pele sem a mínima contenção pelos estragos que pudessem ser causados. Foderam-nos a razão, a emoção e tudo o que de mais veio à mão. Sem dó nem piedade, deixaram-nos na merda. Somos infelizes naqueles momentos que se seguem. Incapazes de sorrir ou tolerar a companhia seja de quem for. Só nos suportamos a nós, e mesmo assim a custo. Vemos o nosso reflexo no espelho e o que este nos retribui é uma figura pálida, triste e nua que nos olha com aqueles olhos que já nada sentem.
Como é possível que alguém nos mate e mesmo assim nos deixe com vida, com o único propósito de assistirmos a esta merda de existência? Começamos a questionar o que é o amor, o que é a paixão, começamos a racionalizar o porquê, o quando e o como. Não vale a pena, é o que é, foi o que foi. E o que resulta é isto. O nosso reflexo no espelho. Uma figura escanzelada, desprovida de compaixão própria. Mera existência que agora somos.
Achamos que nunca vai acabar. Somos a personificação do sofrimento. Até a um dia. Um dia olhamos para o espelho e vemos um sorriso. Questionamos, o que raio está aquilo ali a fazer. Intrigados sorrimos de novo só para o ver. É genuíno. Temos prazer no sorriso. No dia seguinte descobrimos a razão. Estamos livres. Somos nós novamente. Não há mais dor. Acabou. Não morremos.
Até ao dia. Em que nos tocam e ficamos a olhar para aquela pele que toca na nossa e nos sentimos a sorrir novamente. Merda, e agora? Vamos passar por tudo novamente? Mas agora é diferente, não sentimos dor, mas um sufoco. Questionamos e agimos como parvos que perderam o jeito para andar. Tropeçamos em nós próprios e tentamos a custo aguentarmo-nos. Onde havia dor há agora parvoíce. Mas sentimo-nos vivos. O nosso reflexo ganha cor, ganha existência, sorri-nos de volta."
Como é possível que alguém nos mate e mesmo assim nos deixe com vida, com o único propósito de assistirmos a esta merda de existência? Começamos a questionar o que é o amor, o que é a paixão, começamos a racionalizar o porquê, o quando e o como. Não vale a pena, é o que é, foi o que foi. E o que resulta é isto. O nosso reflexo no espelho. Uma figura escanzelada, desprovida de compaixão própria. Mera existência que agora somos.
Achamos que nunca vai acabar. Somos a personificação do sofrimento. Até a um dia. Um dia olhamos para o espelho e vemos um sorriso. Questionamos, o que raio está aquilo ali a fazer. Intrigados sorrimos de novo só para o ver. É genuíno. Temos prazer no sorriso. No dia seguinte descobrimos a razão. Estamos livres. Somos nós novamente. Não há mais dor. Acabou. Não morremos.
Até ao dia. Em que nos tocam e ficamos a olhar para aquela pele que toca na nossa e nos sentimos a sorrir novamente. Merda, e agora? Vamos passar por tudo novamente? Mas agora é diferente, não sentimos dor, mas um sufoco. Questionamos e agimos como parvos que perderam o jeito para andar. Tropeçamos em nós próprios e tentamos a custo aguentarmo-nos. Onde havia dor há agora parvoíce. Mas sentimo-nos vivos. O nosso reflexo ganha cor, ganha existência, sorri-nos de volta."
Autor Anónimo
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sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Diálogos hipotéticos...
"– Não posso mais suportar.
– O quê?
– Esta relação.
– Que relação?
– Esta, que a gente tem.
– A gente não tem nada.
– Por isso. Não posso mais suportar."
Autor Anónimo
– O quê?
– Esta relação.
– Que relação?
– Esta, que a gente tem.
– A gente não tem nada.
– Por isso. Não posso mais suportar."
Autor Anónimo
terça-feira, 23 de julho de 2013
Escrito por mim Algures onde apenas eu sei... I
O tempo é bom conselheiro mas o coração não o é. Não acredito num prazo para as coisas, elas simplesmente acontecem e fluem enquanto forem alimentadas... Até quando? Isso só o tempo o dirá. E o coração...
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Pedir desculpa...
"Pedir desculpa.
Nem sempre significa que tu estás errado e que a outra pessoa está certa.
Às vezes significa apenas que tu valorizas a tua relação mais do que o teu ego."
Nem sempre significa que tu estás errado e que a outra pessoa está certa.
Às vezes significa apenas que tu valorizas a tua relação mais do que o teu ego."
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Lendo nas entrelinhas...
É em "pequenos" pormenores que vens revelando que a convicção que venho criando está certa e que o meu comportamento deve ser fiel à minha consciência, o que faz com que a contradição que existe entre os meus dois "eu", penda a favor do que pensa e não do que exterioriza e sente...
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Sinceridade...
Se tenho ganho muito devido à minha sinceridade, também é por ela que muitas vezes tenho perdido bastante. É que isto de ter o coração perto da boca, faz com que às vezes diga aquilo que devia guardar para mim próprio e para o meu senso comum. Desarma-me e revela-me. Se umas vezes sai algo que sabe bem ouvir ao destinatário, outras há em que digo o que tenho a dizer, por mais que o destinatário não o goste de o ouvir. Custa-lhe a ele, e custa-me a mim! Mas sai-me espontaneamente e aí, já não há nada a fazer, pois a palavra proferida já não volta atrás...
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