A sinceridade é um pau de dois bicos...
...ainda assim, recuso-me a aceitar (e face aos factos é difícil...) que este não é o caminho correcto. Não quero ser aquilo que eu não sou.
Este pretende ser o meu pequeno cantinho, fica entre o meu coração e a minha cabeça ou, algures onde apenas eu sei...
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quinta-feira, 4 de abril de 2013
domingo, 25 de março de 2012
Quando Falo com Sinceridade não sei com que Sinceridade Falo
"Não sei quem sou, que alma tenho.
Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo. Sou váriamente
outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros).
Sinto crenças que não tenho. Enlevam-me ânsias que repudio. A minha perpétua atenção sobre mim perpétuamente me ponta traições de alma a um carácter que talvez eu não tenha, nem ela julga que eu tenho.
Sinto-me múltiplo. Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos que torcem para reflexões falsas uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas.
Como o panteísta se sente árvore [?] e até a flor, eu sinto-me vários seres. Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente, como se o meu ser participasse de todos os homens, incompletamente de cada [?], por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço. "
Fernando Pessoa, in 'Para a Explicação da Heteronímia'
Sinto crenças que não tenho. Enlevam-me ânsias que repudio. A minha perpétua atenção sobre mim perpétuamente me ponta traições de alma a um carácter que talvez eu não tenha, nem ela julga que eu tenho.
Sinto-me múltiplo. Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos que torcem para reflexões falsas uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas.
Como o panteísta se sente árvore [?] e até a flor, eu sinto-me vários seres. Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente, como se o meu ser participasse de todos os homens, incompletamente de cada [?], por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço. "
Fernando Pessoa, in 'Para a Explicação da Heteronímia'
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Sinceridade...
Se tenho ganho muito devido à minha sinceridade, também é por ela que muitas vezes tenho perdido bastante. É que isto de ter o coração perto da boca, faz com que às vezes diga aquilo que devia guardar para mim próprio e para o meu senso comum. Desarma-me e revela-me. Se umas vezes sai algo que sabe bem ouvir ao destinatário, outras há em que digo o que tenho a dizer, por mais que o destinatário não o goste de o ouvir. Custa-lhe a ele, e custa-me a mim! Mas sai-me espontaneamente e aí, já não há nada a fazer, pois a palavra proferida já não volta atrás...
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
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