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quarta-feira, 3 de abril de 2013

(Um) Silêncio

"Um silêncio lento. Assassino. Não sei se difícil se inconsciente. Um silêncio de mãos finas, frias, estrangulando, aos poucos. Esvaziando o ar. Um silêncio, outrora perceptível, mas que ultrapassou o prazo. A razoabilidade. Levantando dúvidas onde nunca existiram. Um silêncio branco que faz esquecer o que se gostou. O que se sentiu próximo. Questionando o antigamente tão certo. Tão cúmplice. Um silêncio indiferente. Não sei se áspero se desprovido de textura. De aromas. Um silêncio autista. Frio. Cómodo ou apaziguador, talvez. Não o sei. Um silêncio egoísta. Que corrói, alastrando como uma ferrugem metálica. Indiferente. Pela negação de uma simples conversa. Única que fosse. Pela falta de interesse. Um silêncio que não permite um telefonema sobre uma qualquer coisa banal. Um silêncio que não condiz com a imagem e por isso custa mais. Um silêncio que quebrei demasiadas vezes, sem resposta, para o tentar sacudir. Para o tentar salvar. Um silêncio que me faz também partir, cansado. Em silêncio também. Certo de tudo ter feito. Triste, ainda assim. Um silêncio de despedida. De adeus, essa palavra que pouco consumo. Que detesto. Tudo isso habita nesse silêncio. Tudo isso lhe preenche as frestas feridas. Tudo isso mora no teu silêncio."

Autor Anónimo

Estranho como certos textos se encaixam perfeitamente com a nossa vida e o nosso estado de espírito. Coincidências? Talvez sim, talvez não...

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Hoje fui eu que o procurei...

Há frases sábias. Hoje fui eu que procurei o silêncio para estudar para os exames que se aproximam. Encontrei-o numa biblioteca bem perto de casa e cuja parede se encontrava "vestida" com esta frase...

domingo, 2 de janeiro de 2011

Silêncios...

O Silêncio. O Silêncio ao contrário do seu significado, fala connosco, obriga-nos a reflectir e a questionar. Leva-nos ao passado, leva-nos ao futuro, traz-nos ao presente. Põe-nos a voar e quando menos pensamos, faz-nos voltar ao chão. Dá-me a paz e dá-me a revolta. Dá-me o discernimento e dá-me a confusão. Faz-me ver e cega-me. É companheiro e é inimigo. Tenho aprendido a lidar com ele, mas desconfio que é coisa para durar uma vida...
Sim, por vezes procuro-o. Busco o seu melhor: A paz, o discernimento, a visão e o seu companheirismo. Faço-o arranjando um espaço para ele ou procurando-o dentro dos meus dias, ao contrário do seu oposto, que me revolta, que me confunde, que me cega e que é meu inimigo, procurando-me nas horas"vagas" ou direi vazias, para que assim possa travar longas batalhas comigo. Pois hoje não me apetece, quero ter-te longe pois mexes comigo. Quero-te distante pois incomodas-me, ocupas o meu espaço quando o quero ceder a alguém e tu simplesmente não deixas. É um egoísmo que me consome. Mania de invadir o meu espaço quando não quero... DEIXA-ME!!! Deixa-me... Deixa-me com o ónus de recorrer a ti apenas quando preciso... Hoje, tal como ontem não te procurei, mas aqui estás, ocupando um espaço, um espaço que não é teu e para o qual não te convidei. Está reservado Silêncio. Reservado para quem me faz sorrir... e um Sorriso, quebra 1000 silêncios indesejados... e hoje, hoje queria um Sorriso. O TEU Sorriso... O MEU Sorriso...