O Silêncio. O Silêncio ao contrário do seu significado, fala connosco, obriga-nos a reflectir e a questionar. Leva-nos ao passado, leva-nos ao futuro, traz-nos ao presente. Põe-nos a voar e quando menos pensamos, faz-nos voltar ao chão. Dá-me a paz e dá-me a revolta. Dá-me o discernimento e dá-me a confusão. Faz-me ver e cega-me. É companheiro e é inimigo. Tenho aprendido a lidar com ele, mas desconfio que é coisa para durar uma vida...
Sim, por vezes procuro-o. Busco o seu melhor: A paz, o discernimento, a visão e o seu companheirismo. Faço-o arranjando um espaço para ele ou procurando-o dentro dos meus dias, ao contrário do seu oposto, que me revolta, que me confunde, que me cega e que é meu inimigo, procurando-me nas horas"vagas" ou direi vazias, para que assim possa travar longas batalhas comigo. Pois hoje não me apetece, quero ter-te longe pois mexes comigo. Quero-te distante pois incomodas-me, ocupas o meu espaço quando o quero ceder a alguém e tu simplesmente não deixas. É um egoísmo que me consome. Mania de invadir o meu espaço quando não quero... DEIXA-ME!!! Deixa-me... Deixa-me com o ónus de recorrer a ti apenas quando preciso... Hoje, tal como ontem não te procurei, mas aqui estás, ocupando um espaço, um espaço que não é teu e para o qual não te convidei. Está reservado Silêncio. Reservado para quem me faz sorrir... e um Sorriso, quebra 1000 silêncios indesejados... e hoje, hoje queria um Sorriso. O TEU Sorriso... O MEU Sorriso...
Este pretende ser o meu pequeno cantinho, fica entre o meu coração e a minha cabeça ou, algures onde apenas eu sei...
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domingo, 2 de janeiro de 2011
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
No meu quarto...
A noite chegou e estou na imensidão do meu quarto, onde o tempo fica parado (assim diziam os Depeche Mode e com razão...) e onde penso na vida, leia-se, na minha vida.
Um dos pensamentos que me assola a cabeça neste momento é pensar que amanhã poderei acordar de mau humor. Não que aconteça com frequência, antes pelo contrário, mas aconteceu na 6.ª feira passada. E quando estou assim, não ando a massacrar as pessoas com o meu "feitiozinho da merda", como um antigo chefe costumava dirigir-se a mim quando a sua capacidade de persuasão não funcionava. Quem me quer persuadir, tem de o fazer com muita suavidade, porque se assim não for, está o "caldo entornado"...
Quando estou nestes dias, sou um pouco como um animal... Estou no meu cantinho, bem sossegado, a querer que não me descubram, mas com um potencial acumulado de "meios de defesa". Estão a ver as cobras? Estão a ver os cães com um osso à frente? Pois é mais ou menos isso... é um "deixem-me", "deixem-me que amanhã é outro dia" e não há nada que façam que vá alterar isso. Dificilmente algo o fará...
Voltando ao meu quarto, estou a pensar... Penso nos dias que passaram. Penso nos dias que aí vêm. Penso em todo o esforço que tenho feito e, se tal valerá a pena. Quer dizer, penso que sim. Racionalmente penso que sim, a questão mesmo, é a que preço. Tenho abdicado da minha vida pessoal em prol da minha vida profissional e da minha vida académica, e, se essas ainda se vão conciliando, a minha vida pessoal nas suas vertentes social e amorosa está um caos. A verdade é que conheço muita gente, mas como já o disse uma vez no facebook "muitos me conhecem, mas poucos sabem quem sou", e como não gosto de impor a minha presença, nem prescindo da qualidade em prol da quantidade, prefiro estar sozinho do que estar com quem não quero... Sou assim e como diz o ditado "burro velho não aprende línguas", pelo que escusam de insistir, pois não me parece que mude, a não ser que algo muito forte me consiga fazer mudar. E sendo assim, e uma vez que as pessoas têm as suas vidas, há determinados momentos da nossa vida em que acabamos por os viver de uma forma que não gostaríamos. Tal faz-nos pôr em causa certas opções, certos caminhos que traçamos e ao mesmo tempo, dá-nos força para avançarmos em certas direcções desconhecidas, bem longe deste quarto, bem longe desta casa, desaparecendo de quem não me procura, desaparecendo de quem me magoa e procurando viver sem (que me perguntem) porquês, mas caminhando em frente, sendo que nos próximos dias, mais uma vez irei pôr em causa a minha resistência... mas isto são "apenas" algumas noites "escuras" passadas no meu quarto e amanhã, será um novo dia, que com a sua luz, dará vida ao meu quarto e porque não dizê-lo, a mim próprio... .
No meu quarto "morro", no meu quarto nasço...
Um dos pensamentos que me assola a cabeça neste momento é pensar que amanhã poderei acordar de mau humor. Não que aconteça com frequência, antes pelo contrário, mas aconteceu na 6.ª feira passada. E quando estou assim, não ando a massacrar as pessoas com o meu "feitiozinho da merda", como um antigo chefe costumava dirigir-se a mim quando a sua capacidade de persuasão não funcionava. Quem me quer persuadir, tem de o fazer com muita suavidade, porque se assim não for, está o "caldo entornado"...
Quando estou nestes dias, sou um pouco como um animal... Estou no meu cantinho, bem sossegado, a querer que não me descubram, mas com um potencial acumulado de "meios de defesa". Estão a ver as cobras? Estão a ver os cães com um osso à frente? Pois é mais ou menos isso... é um "deixem-me", "deixem-me que amanhã é outro dia" e não há nada que façam que vá alterar isso. Dificilmente algo o fará...
Voltando ao meu quarto, estou a pensar... Penso nos dias que passaram. Penso nos dias que aí vêm. Penso em todo o esforço que tenho feito e, se tal valerá a pena. Quer dizer, penso que sim. Racionalmente penso que sim, a questão mesmo, é a que preço. Tenho abdicado da minha vida pessoal em prol da minha vida profissional e da minha vida académica, e, se essas ainda se vão conciliando, a minha vida pessoal nas suas vertentes social e amorosa está um caos. A verdade é que conheço muita gente, mas como já o disse uma vez no facebook "muitos me conhecem, mas poucos sabem quem sou", e como não gosto de impor a minha presença, nem prescindo da qualidade em prol da quantidade, prefiro estar sozinho do que estar com quem não quero... Sou assim e como diz o ditado "burro velho não aprende línguas", pelo que escusam de insistir, pois não me parece que mude, a não ser que algo muito forte me consiga fazer mudar. E sendo assim, e uma vez que as pessoas têm as suas vidas, há determinados momentos da nossa vida em que acabamos por os viver de uma forma que não gostaríamos. Tal faz-nos pôr em causa certas opções, certos caminhos que traçamos e ao mesmo tempo, dá-nos força para avançarmos em certas direcções desconhecidas, bem longe deste quarto, bem longe desta casa, desaparecendo de quem não me procura, desaparecendo de quem me magoa e procurando viver sem (que me perguntem) porquês, mas caminhando em frente, sendo que nos próximos dias, mais uma vez irei pôr em causa a minha resistência... mas isto são "apenas" algumas noites "escuras" passadas no meu quarto e amanhã, será um novo dia, que com a sua luz, dará vida ao meu quarto e porque não dizê-lo, a mim próprio... .
No meu quarto "morro", no meu quarto nasço...
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