Este pretende ser o meu pequeno cantinho, fica entre o meu coração e a minha cabeça ou, algures onde apenas eu sei...
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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Toranja - Quebramos Os Dois
Toranja - Quebramos Os Dois
Era eu a convencer-te que gostas de mim
E tu a convenceres-te que não é bem assim...
Era eu a mostrar-te o meu lado mais puro
E tu a argumentares os teus inevitáveis
Eras tu a dançares em pleno dia
E eu encostado como quem não vê
Eras tu a falar para esconder a saudade
E eu a esconder-me do que não se dizia
Afinal quebramos os dois...
Desviando os olhos por sentir a verdade
Juravas a certeza da mentira
Mas sem queimar demais
Sem querer extinguir o que já se sabia
Eu fugia do toque como do cheiro
Por saber que era o fim da roupa vestida
Que inventara no meio do escuro onde estava
Por ver o desespero na cor que trazias...
Afinal quebramos os dois...
Eras eu a despir-te do era pequeno
E tu a puxares-me para um lado mais perto
Onde se contam historias que nos atam
Ao silencio dos lábios que nos mata...!
Eras tu a ficar por não saberes partir...
E eu a rezar para que desaparecesses...
Era eu a rezar para que ficasses...
E tu a ficares enquanto saías
...Não nos tocamos enquanto saías
Não nos tocamos enquanto saímos
Não nos tocamos e vamos fugindo
Porque quebramos como crianças
Afinal quebramos os dois...
...É quase pecado o que se deixa...
...Quase pecado o que se ignora...
sábado, 21 de setembro de 2013
Tiago Bettencourt - Poema de Desamor
As insónias são assim. A vida também...
Não se pode morar nos olhos de um gato.
Poema do Desamor
Desmama-te desanca-te desbunda-te
Não se pode morar nos olhos de um gato
Beija embainha grunhe geme
Não se pode morar nos olhos de um gato
Serve-te serve sorve lambe trinca
Não se pode morar nos olhos de um gato
Queixa-te coxa-te desnalga-te desalma-te
Não se pode morar nos olhos de um gato
Arfa arqueja moleja aleija
Não se pode morar nos olhos de um gato
Ferra marca dispara enodoa
Não se pode morar nos olhos de um gato
Faz festa protesta desembesta
Não se pode morar nos olhos de um gato
Arranha arrepanha apanha espanca
Não se pode morar nos olhos de um gato
Alexande O'Neill (Poeta português, 1924-1986)
Não se pode morar nos olhos de um gato.
Poema do Desamor
Desmama-te desanca-te desbunda-te
Não se pode morar nos olhos de um gato
Beija embainha grunhe geme
Não se pode morar nos olhos de um gato
Serve-te serve sorve lambe trinca
Não se pode morar nos olhos de um gato
Queixa-te coxa-te desnalga-te desalma-te
Não se pode morar nos olhos de um gato
Arfa arqueja moleja aleija
Não se pode morar nos olhos de um gato
Ferra marca dispara enodoa
Não se pode morar nos olhos de um gato
Faz festa protesta desembesta
Não se pode morar nos olhos de um gato
Arranha arrepanha apanha espanca
Não se pode morar nos olhos de um gato
Alexande O'Neill (Poeta português, 1924-1986)
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quarta-feira, 18 de setembro de 2013
Há coisas tão bonitas...
...e esta música do Tiago Bettencourt (com um poema de Afonso Lopes Vieira) não é excepção. E a letra, leia-se poema, esse então também lá se encontra... Gosto muito.
terça-feira, 21 de maio de 2013
Se o amor...
Se o amor fosse o dos livros, acreditavas? Se o segredo desvendado fosse tudo o que era preciso, agarravas? Se não houvesse mágoa, rancor, se fossemos só de força e verdade, de respeito, certeza, bondade, pousavas a mão? Se os lugares bons das historias fossem tudo o que ficava do caminho, se o principio inocente e desprendido fosse eterno, todos os dias, de manhã, o primeiro lugar onde se acorda, de corpo perto, olhavas de frente? Se o mundo a gritar fosse mudo, e nós surdos também, confiavas? Sei de um sitio em segredo onde as historias começam. Longe da desilusão há lugares que nos guardam. Longe do medo há lugares onde nos guardamos, onde nos temos no nosso melhor, fotografados, como nos filmes. Se o amor fosse um sitio, um lugar, um quarto que sabíamos onde era, ias até lá? Se fosse um objecto pequeno, que coubesse na mão, uma pedra, um anel, uma semente, um livro antigo, uma carta? Se o amor fosse uma paisagem, um mar, um caminho, uma viagem, chegavas até ao fim? Se o fim não existisse, acreditavas? Se o amor fosse sempre uma pagina em branco, uma frase que se espreita, num livro, o silêncio da descoberta e um sorriso de chegada, olhavas para dentro? Se o amor fosse um beijo parado no tempo, um toque, uma canção, o passeio de um dedo num ombro nu, um sopro, uma dança, a parte quente dos corpos abraçados, a explosão… Se o amor nos falasse baixinho, como um amigo fiel, nos indicasse a direcção, nos acolhesse nos abrisse os olhos, querias ouvir? Se o amor nos amasse, e fosse real. Se o amor fossemos nós também e éramos grandes e infinitos, mas humanos, mas fracos, mas feitos de perdão… Aceitavas? Sei de um sitio puro, limpo, honesto e tão leve que quase não existe no mundo. Sei de um sitio, em segredo, onde as historias começam, e são eternas.
Tiago Bettencourt
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Tiago Bettencourt & MANTHA - Eu Esperei
Tiago Bettencourt & MANTHA - Eu Esperei
Eu esperei
mas o dia não
se fez melhor
e o sujo não
se quis limpar,
inventou mais
flores em meu redor
como se eu não
fosse olhar!
Enfeitou as
ruas para cobrir
terra seca de
não semear
deram-me água
turva a beber
dizem cura e
força e solução
como se eu não
fosse olhar!
Eu esperei
mas o fumo não
saiu da estrada
Arde o sonho
em troca de nada
Dizem festa,
mas é solidão
como se eu não
fosse olhar!
A mentira não
se fez verdade
e a justiça
não se fez mulher
A revolta não
se fez vontade
Braços novos
sem educação
sangue velho
chora de saudade!
Eu esperei
dizem luta mas
não há destino
dão-me luzes
mas não é caminho
dizem corre
mas não é batalha
como quem não
quer mudar!
Esta corda não
nos sai das mãos
esta lama não
nos sai do chão
esta venda não
deixa alcançar.
cantam “armas”
mas não é amor
mão no peito
mas não é amar
fato justo mas
sem lealdade
cavaleiro mas
já sem moral
braços sujos
que se vão esconder
braços fracos
não são de lutar
braços baixos
não se querem ver
como se eu não
fosse olhar!
Eu esperei
pelo tempo
transparente em nós
pelo fruto
puro de escolher
pela força
feita de alegria
mas o povo
dorme na ilusão!
e a tristeza é
forma de sinal
Liberdade pode
ser prisão...
Meu Deus,
livra-nos do mal
e acorda
Portugal...
domingo, 20 de novembro de 2011
...
"Tudo o que é meu é tudo o que eu não sei largar..."
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segunda-feira, 5 de julho de 2010
Adoro ouvir violino...
E este silêncio tem sido um pouco "quebrado" por esse som tão belo. É um dos instrumentos que gosto de ouvir misturado com outros... o seu som sobressai e dá um "sabor" especial às músicas.
Aqui podem ouvir os Pequenos Violinos da Metropolitana (que contam com a participação da filha de uma Amiga minha, a quem um dia pedirei um "solo"...) num concerto dado no CCB, cujos fundos revertiam para ajuda à construção de uma escola na Guiné-Bissau através da AMI, uma iniciativa de louvar e aplaudir.Fui convidado para esse concerto mas infelizmente não fui, e acreditem que perdi algo de especial, até porque contaram com a presença do Tiago Bettencourt... Apreciem e vejam como os violinos (em especial a M.) dão um toque especial à música (aconselho a ouvirem as outras que foram tocadas...)...
Tiago Bettencourt - Chocámos tu e eu
sei que não vais mudar dentro da ilusão,
mas queres parar por ser bom saber que há a minha mão para descansar,
para te esconder e não mostrar.
vem, não vou perguntar se não queres dizer, ahh deixa ser,
o que é bom sentir, só mais uma vez quase sem tocar.
para respirar, só mais uma vez. quando eu não quis ver fui a deslizar,
quando ninguém quis parar, cresceu.
e então chocámos tu e eu, e então chocámos tu e eu.
ahh, diz-me onde estás, vou ter aí. já sem razão para desculpar,
já sem saber para onde ir, para te fugir, para me esquivar, não me destruir.
quando eu não quis ver fui a deslizar, quando ninguém quis parar, cresceu.
e então chocámos tu e eu, e então chocámos tu e eu, e então chocámos tu e eu.
hoje vais dizer que já não tens paz, hoje vens pedir para te ensinar.
quando ninguém viu, quando a chuva cai o rio cresceu, e então chocámos tu e eu.
e então chocámos tu e eu.
e então chocámos tu e eu.
sei que não vais mudar e que eu vou partir,
eu quero alguém que me queira bem para me construir.
PS: Numa "onda" diferente, isto fez-me lembrar o Irish "dos Violinos" no Cais do Sodré... o "O´Gillins", que tinha uma banda residente muito boa, com um violinista de nome Carlos que arrasava... Tenho de ver se lá volto para matar saudades, beber uma Guiness e bater palmas e com os pés no chão...
Aqui podem ouvir os Pequenos Violinos da Metropolitana (que contam com a participação da filha de uma Amiga minha, a quem um dia pedirei um "solo"...) num concerto dado no CCB, cujos fundos revertiam para ajuda à construção de uma escola na Guiné-Bissau através da AMI, uma iniciativa de louvar e aplaudir.Fui convidado para esse concerto mas infelizmente não fui, e acreditem que perdi algo de especial, até porque contaram com a presença do Tiago Bettencourt... Apreciem e vejam como os violinos (em especial a M.) dão um toque especial à música (aconselho a ouvirem as outras que foram tocadas...)...
Tiago Bettencourt - Chocámos tu e eu
sei que não vais mudar dentro da ilusão,
mas queres parar por ser bom saber que há a minha mão para descansar,
para te esconder e não mostrar.
vem, não vou perguntar se não queres dizer, ahh deixa ser,
o que é bom sentir, só mais uma vez quase sem tocar.
para respirar, só mais uma vez. quando eu não quis ver fui a deslizar,
quando ninguém quis parar, cresceu.
e então chocámos tu e eu, e então chocámos tu e eu.
ahh, diz-me onde estás, vou ter aí. já sem razão para desculpar,
já sem saber para onde ir, para te fugir, para me esquivar, não me destruir.
quando eu não quis ver fui a deslizar, quando ninguém quis parar, cresceu.
e então chocámos tu e eu, e então chocámos tu e eu, e então chocámos tu e eu.
hoje vais dizer que já não tens paz, hoje vens pedir para te ensinar.
quando ninguém viu, quando a chuva cai o rio cresceu, e então chocámos tu e eu.
e então chocámos tu e eu.
e então chocámos tu e eu.
sei que não vais mudar e que eu vou partir,
eu quero alguém que me queira bem para me construir.
PS: Numa "onda" diferente, isto fez-me lembrar o Irish "dos Violinos" no Cais do Sodré... o "O´Gillins", que tinha uma banda residente muito boa, com um violinista de nome Carlos que arrasava... Tenho de ver se lá volto para matar saudades, beber uma Guiness e bater palmas e com os pés no chão...
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Largar o que há em vão...
Porque poucas palavras tenho nos dedos, porque muitos pensamentos tenho Algures entre a minha cabeça e o meu coração, por vezes temos de largar o que agarramos em vão... Talvez a música fale por mim, pois tenho dificuldades em discernir o que me faz bem e o que me faz mal... o que será afinal?
No meio das "inCertezas" apetece fugir e esconder-me... neste momento e como sempre, para...
Algures onde apenas eu sei...
E o desenhar do movimento do teu corpo a chegar
Tenho o teu riso sentado
Mistério do teu lado que preciso desprender
É perigoso este perfume
E a memoria do teu nome
É do fogo que nos une
Deixa andar
Deixa ser
Quando queres entender o que não podes disfarçar
Escolhes não sentir mas não é teu para decidir
Não percebo o que queres
Diz-me tu o que preferes
É amar sem ser suposto
Deixa andar
Deixa ser
Quando queres entender o que não podes disfarçar
Escolhes não sentir mas não é teu para decidir
Se faz bem ao coração
Largar o que há em vão
Faz bem ao coração
Meu amor esta vontade
Meu amor se é verdade
Meu amor se queres saber
Deixa andar
Deixa ser
Faz bem ao coração
Largar o que há em vão
Faz bem ao coração
No meio das "inCertezas" apetece fugir e esconder-me... neste momento e como sempre, para...
Algures onde apenas eu sei...
Tiago Bettencourt & Mantha - Largar o que há em vão
Tiago Bettencourt & Mantha - Largar o que há em vão
Tenho o teu abraço cheio
Com a solidão no meio
Que não me deixa abraçar
Tenho o teu olhar presenteE o desenhar do movimento do teu corpo a chegar
Tenho o teu riso sentado
Mistério do teu lado que preciso desprender
Tenho o corpo a correr
Tenho a noite a trespassar
Tenho medo de te verÉ perigoso este perfume
E a memoria do teu nome
É do fogo que nos une
Tenho espaço indeciso
Dá-me mais porque preciso
Mais um sopro do que tens
Deixa andar
Deixa ser
Quando queres entender o que não podes disfarçar
Escolhes não sentir mas não é teu para decidir
Se faz bem ao coração
Largar o que há em vão
Faz bem ao coração
Mesmo longe caiem rosas
Como pedras preciosas
Que confundem a razão
Mistério do teu lado
Entre o certo e o errado
Bem e o mal em discussão
Volta a teu o abraço cheio com o coração no meio
Volto eu a dispararNão percebo o que queres
Diz-me tu o que preferes
Ir embora ou ficar
Este espaço intermédio
Entre a paz e o assédio não nos deixa evoluir
Não é dor nem fogo postoÉ amar sem ser suposto
É difícil resistir
Deixa andar
Deixa ser
Quando queres entender o que não podes disfarçar
Escolhes não sentir mas não é teu para decidir
Se faz bem ao coração
Largar o que há em vão
Faz bem ao coração
Meu amor esta vontade
Meu amor se é verdade
Meu amor se queres saber
Abre espaço no que é teu
Vou-te dar o que é meu
Deixa andar
Deixa ser
Faz bem ao coração
Largar o que há em vão
Faz bem ao coração
sábado, 5 de dezembro de 2009
Para uma Flor... O Jardim
Dos vários albúns de música que oiço, há um que se tem repetido na minha "playlist" dos últimos tempos. O albúm de Tiago Bettencourt & Mantha "O Jardim". Digamos que me identifico muito com as letras e é como que se fossem uma banda sonora da minha vida. Cada dia que passa uma ou outra música ganha um significado especial perante as situações de vida que vão ocorrendo... A última que me entrou no ouvido e está em "repeat" é o "Jardim"... 3 minutos que parecem colados aos meus dias. As primeiras palavras (e as outras não ficam atrás...) encaixam perfeitamente em algo que estou a viver e em alguém que tenho bem perto de mim, e esta música é para esse alguém...
Quero-te regar, minha flor.
Quero cuidar de ti.
Deixa-me entrar no jardim,
Deixa-me voltar a dormir.
Quero-te regar, minha flor,
Dar-te de novo a paz que perdi.
Quero desvendar a parte triste que há em ti.
Deixa-me existir no espaço novo que acordaste em mim.
E não vês que é de nós o jardim que se fez
Não vês que é para nós o jardim que nos faz em olhar
Que este frio faz tremer quem fica
E faz voltar o que tens e que é meu
Não vês que é de nós o jardim que se fez
Não vês que é para nós o jardim que nos faz em olhar
Que este frio faz tremer quem fica
E faz voltar o que tens e que é meu
Porque é meu...
Porque é meu.
Quero-te regar, minha flor.
Quero cuidar de ti.
Deixa-me entrar no jardim,
Deixa-me voltar a dormir.
Quero-te regar, minha flor,
Dar-te de novo a paz que perdi.
Quero desvendar a parte triste que há em ti.
Deixa-me existir no espaço novo que acordaste em mim.
E não vês que é de nós o jardim que se fez
Não vês que é para nós o jardim que nos faz em olhar
Que este frio faz tremer quem fica
E faz voltar o que tens e que é meu
Não vês que é de nós o jardim que se fez
Não vês que é para nós o jardim que nos faz em olhar
Que este frio faz tremer quem fica
E faz voltar o que tens e que é meu
Porque é meu...
Porque é meu.
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quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Fazes muito mais que o sol...
"Vem quebrar o medo... vem saber se há depois... e sentir que somos dois, mas que juntos somos mais...
E...
Fazes muito mais que o sol..."
E...
Fazes muito mais que o sol..."
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Tiago Bettencourt - "O Campo"
Por entre o turbilhão de sentimentos que paira algures onde apenas eu sei... Parece que quanto mais anos tenho, menos me conheço e mais receio as minhas reacções... Os meus medos, que quando parece que aprendi a lidar com eles, conseguem entrar nos espaços mais esconsos do meu ser...
Esta música é muito bonita...

Tiago Bettencourt - "O Campo"
Quis agarrar a ti o mar
Quis agarrar a ti o sol
Quis que o mar fosse maior
Quis que o mar tocasse o sol
Quis que a luz entrasse em nós
Inundasse o lado frio
Quis agarrar a tua mão
E descer o nosso rio
Quero agarrar a ti o céu
Quero agarrar a ti o chão
Quero que a chuva molhe o campo
E que o campo seja teu
Para que eu cresça outra vez
Quero agarrar em ti raiz
Quero agarrar a ti o corpo
E eu quero ser feliz...
Quis agarrar a ti o barco
Quis agarrar a ti os remos
Que usamos nas marés
Quando as ondas são de ferro
Quero agarrar a ti a luta
Quero agarrar a ti a guerra
Quero agarrar a ti a praia
E o sabor de chegar a terra
Porque o mar tocou no sol
Inundou o lado frio
Porque o sol ficou em nós
E desceu o nosso rio
Por isso dá-me a tua mão
Não largues sem querer
Quero agarrar a ti o mar
Eu quero é viver.
Se tens medo da dor
Vem ver o que é o amor
Se não sabes curar
Vem ser o que é amar
Quero ver-te amanhecer.
Esta música é muito bonita...
Tiago Bettencourt - "O Campo"
Quis agarrar a ti o mar
Quis agarrar a ti o sol
Quis que o mar fosse maior
Quis que o mar tocasse o sol
Quis que a luz entrasse em nós
Inundasse o lado frio
Quis agarrar a tua mão
E descer o nosso rio
Quero agarrar a ti o céu
Quero agarrar a ti o chão
Quero que a chuva molhe o campo
E que o campo seja teu
Para que eu cresça outra vez
Quero agarrar em ti raiz
Quero agarrar a ti o corpo
E eu quero ser feliz...
Quis agarrar a ti o barco
Quis agarrar a ti os remos
Que usamos nas marés
Quando as ondas são de ferro
Quero agarrar a ti a luta
Quero agarrar a ti a guerra
Quero agarrar a ti a praia
E o sabor de chegar a terra
Porque o mar tocou no sol
Inundou o lado frio
Porque o sol ficou em nós
E desceu o nosso rio
Por isso dá-me a tua mão
Não largues sem querer
Quero agarrar a ti o mar
Eu quero é viver.
Se tens medo da dor
Vem ver o que é o amor
Se não sabes curar
Vem ser o que é amar
Quero ver-te amanhecer.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
O jogo...
Apesar de correr o risco de me estar a repetir, cá está mais uma das músicas que me tem acompanhado...
Mais um dia em vão no jogo em que ninguém ganhou
Dá mais cartas, baixa a luz e vem esquecer o amor
És tu quem quer
Sou eu quem não quer ver que o tudo é tão maior
Aqui está frio demais para apostar em mim.
Vê que a noite pode ser tão pouco como nós
Neste quarto o tempo é medo e o medo faz-nos sós
És tu quem quer
Mas eu só sei ver que o tempo já passou e eu fugi
Que aqui está frio demais para me sentir... mas queres
ficar?
Queres levar
Tudo o que é meu
É tudo o que eu
Não sei largar
Vem rasgar o escuro desta chuva que sujou!
Vem que a água vai lavar o que me dói!
Vem que nem o último a cair vai perder.
Mais um dia em vão no jogo em que ninguém ganhou
Dá mais cartas, baixa a luz e vem esquecer o amor
És tu quem quer
Sou eu quem não quer ver que o tudo é tão maior
Aqui está frio demais para apostar em mim.
Vê que a noite pode ser tão pouco como nós
Neste quarto o tempo é medo e o medo faz-nos sós
És tu quem quer
Mas eu só sei ver que o tempo já passou e eu fugi
Que aqui está frio demais para me sentir... mas queres
ficar?
Queres levar
Tudo o que é meu
É tudo o que eu
Não sei largar
Vem rasgar o escuro desta chuva que sujou!
Vem que a água vai lavar o que me dói!
Vem que nem o último a cair vai perder.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Outono - Tiago Bettencourt
Descobri um novo albúm e estou deliciado com as letras, até porque me identifico com muitas... Como entramos no Outono, aqui fica uma letra a propósito... Recomendo...
Hoje, só por ser Outono, vou chamar-te "meu amor"
Contra as regras do que somos, vou chamar-te "meu
amor"
Hoje só por ser diferente te encontrar
É tanto o fado contra nós
Mas nem por isso estamos sós
E embora fique tanto por contar
Hoje, só por ser Outono, vou...
Entre dentes, entre a fuga, vou chamar-te "meu amor"
Enquanto não se encontra forma, vou chamar-te "meu
amor"
Entre gente que é demais e tão pequena para saber
Que é tanto vento a favor
Mas tão pouco o espaço para a dor
Só pode ficar tudo por contar...
Hoje, só por ser Outono, vou...
E há flores e há cores e há folhas no chão
que podem não voltar...
podes não voltar.
Mas é eterno em nós
e não vai sair...
Desce o tempo e a noite vem lembrar que as tuas mãos
também
já não são de nós para ficar
Por ser tanto quanto somos
Certo quando vemos
Calmo quando queremos
Hoje, só por ser Outono, vou...
Hoje, só por ser Outono, vou chamar-te "meu amor"
Contra as regras do que somos, vou chamar-te "meu
amor"
Hoje só por ser diferente te encontrar
É tanto o fado contra nós
Mas nem por isso estamos sós
E embora fique tanto por contar
Hoje, só por ser Outono, vou...
Entre dentes, entre a fuga, vou chamar-te "meu amor"
Enquanto não se encontra forma, vou chamar-te "meu
amor"
Entre gente que é demais e tão pequena para saber
Que é tanto vento a favor
Mas tão pouco o espaço para a dor
Só pode ficar tudo por contar...
Hoje, só por ser Outono, vou...
E há flores e há cores e há folhas no chão
que podem não voltar...
podes não voltar.
Mas é eterno em nós
e não vai sair...
Desce o tempo e a noite vem lembrar que as tuas mãos
também
já não são de nós para ficar
Por ser tanto quanto somos
Certo quando vemos
Calmo quando queremos
Hoje, só por ser Outono, vou...
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