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domingo, 29 de setembro de 2013

Não me venham "desinterromper"...

Nos últimos tempos, talvez fruto das poucas horas que durmo, raras são as vezes em que me recordo de sonhar (ou do sonho!), sendo certo que todas as noites sonhamos. Esta noite, ainda que as horas de sono não tenham sido muitas, sonhei. Bruta discussão com a minha chefia e com alguns colegas em pleno escritório (por acaso sobre um dos assuntos de momento por lá, mas em que nem me tenho metido muito...), e levanto o tom de voz e digo esta pérola em pleno sonho - "se isso acontecer, depois não me venham desinterromper(ou não me desinterrompam  , something like that!)"... WTF! Já não me basta sonhar pouco, quando sonho ainda o faço com o tema laboral, e ,para ajudar à festa, mando uma calinada destas!?! Desinterromper?! 
É melhor que não venham (des)interromper este processo...
Ai Algures, estás todo queimadinho filho...

quinta-feira, 11 de julho de 2013

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Acordo Ortográfico - Harakiri

Isto da minha entidade patronal me obrigar a aplicar o novo Acordo Ortográfico é como uma facada no peito, um autêntico harakiri! Vá lá que aqui, ainda sou eu quem manda , e até ver, ainda escrevo como bem entender e o que me dá na real gana...

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Vindo de Algures onde apenas eu sei...

Por vezes deparamo-nos com boas surpresas, e esta veio de Algures onde apenas eu sei... Há quem me saiba "ler" tão bem... Continuo a aprender. Obrigado.

Isto
O que há em mim é sobretudo cansaço —
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada —
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimo, íssimo, íssimo,
Cansaço...

Álvaro de Campos